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Set 2025

Quando o nada ameaça engolir tudo, resta apenas um fio de vida a ser puxado

Setembro chega como um novo palco, ainda escuro, mas com a promessa de que algo pode — talvez — nascer no meio desse vazio

No fundo, ainda existe uma fagulha: escrever, criar, recomeçar. O vazio não é o fim é o intervalo, não se sabe que vem depois... mas prestes a descobrir [nem sei que tão bom seja isso]

Setembro não trouxe calmaria Trouxe tempestade
A primeira semana foi um campo minado de brigas pequenas, quase ridículas, mas que explodiram por dentro como dinamite. Palavras atravessadas, silêncios pesados, ressentimentos que parecem maiores do que realmente são. Tudo se acumulou como caixas desorganizadas em um quarto sem espaço. E, no meio disso, o sentimento que mais dói; a certeza de ser um incômodo. A sensação constante e sufocante de ter que me mostrar útil, que posso, que mereço estar ali. Esforçada em cada gesto, em cada palavra, como quem apresenta provas para um tribunal invisível. Mas, por mais que lute, a sensação volta, sufocante “ninguém realmente quer que eu esteja aqui.”

É como se a vida tivesse se transformado em uma piscina profunda e cansada e eu já não tenho forças para nadar. Só sinto a água no pescoço, o coração acelerado e a angústia de saber que basta mais um milímetro para me afogar.

Não há lágrimas escandalosas. Não há grito. A dor é silenciosa, mas constante. Uma exaustão que não se vê de fora, mas que corrói por dentro

Eu quero continuar, mas não sei mais como. Eu quero existir, mas parece que a vida não me deixa esquecer que sou peso esse e o mês que quebrou meu coração

Setembro termina e traz consigo o som seco do vidro quebrando. Não é só metáfora — é o estilhaço que atravessa o peito: vi mensagens. Não foi um corpo traído, mas algo mais traiçoeiro: uma traição emocional. Mensagens que se enrolam na garganta como nó de fios finos, mostrando afeto calculado, troca de palavras que não aquecem e, no final de uma confrontação, um carinho que parecia mais medo de perder um costume do que amor verdadeiro.

O golpe veio duplo. De dois mundos não conectados, mas igualmente dolorosos. Do outro lado, uma amiga que guardou para si, que só falou quando já estava encurralada, aos prantos — notícia entregue como se fosse um acidente, sem o peso do cuidado e sem a intenção de ser entregue. A sensação que sobra é a mesma: invisibilidade, desprezo, um lugar que você acreditava ter e que agora se desfaz.

A dor é física. O peito dói como se alguém tivesse apertado e esquecido de soltar.
“Não há final bonito. Há apenas a verdade crua de um coração partido — não só metaforicamente, mas em carne e osso.” Como se não fosse suficiente o turbilhão emocional de setembro, termina o mês com broche de ouro, uma catarse. Entendimento profundo de um dos maiores medos instaurados no fundo da minha alma

“Acho que poderia ser uma afirmação Soy suficiente mas acho que escrevê-la por duas páginas consecutivas é mais como um castigo, como quando na escola você errava uma palavra e tinha que escrevê-la 1000 vezes. Lembro-me de uma ocasião em que escrevi "bosque" com K. Estava no fundamental e meu objetivo tinha sido economizar letras para um poema. Lembro como contaram isso a uma professora (já que esse poema era para fora da escola). Lembro como esse comportamento de me expor de forma pública foi constante. Lembro da frase: “É para que você sinta vergonha e não faça errado nunca mais” e, de fato, eu nunca mais fiz, nunca mais mostrei meus escritos a ninguém, nunca mais postei as coisas e todo blog. que chegava a 1000 visitas, era automaticamente excluído para que ninguém que me conhecesse visse o que eu fazia. Talvez, e só talvez, é por isso que nunca mais quis publicar nada.”
"Depois do estilhaço, o silêncio pede construção."

Sera que as bruxas de outubro vão acalmar a dor da minha alma?
Depress · Cansanço · Violeta ·
🌧 estou tentando [Acho que nem tanto]